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domingo, 6 de dezembro de 2009

Quando o impossível acontece




"Sei voce está
Esperando por alguém
Que talvez não vai chegar
Mas a esperança ainda mantém
Seu coração já bate devagar
Está cansado de sofrer

Tanto tempo a esperar
Aquele alguém  aparecer" 


Ela se sentia uma retardada por estar ali, tinha a sensação de que todos a observavam, que sabiam o porque ela estava ali, e riam, interiormente.
Como ela pode imaginar que eles poderiam ter alguma coisa? Realmente foi um espanto quando ele aceitou ir no shopping com ela, mas foi uma estipudez achar que aconteceria algo, já se passava um mês e nada havia mudado, nem mudaria. Cansada de esperar, levantou-se e foi para a saída mais distante, queria refletir um pouco antes de ir pra casa.
E foi quando o viu, ele, lindo como sempre, brilhando e destacando-se na multidão, ele a viu e sorriu, como resistir à aquele sorriso maravilhoso? Ela esqueceu que estivera com raiva dele até poucos segundos atrás. O que importava? Ele estava lá...e se aproximava.
Ela sentiu seu perfume antes de seu abraço, seu calor antes de seus braços. Ele era perfeito, só isso conseguia descrevê-lo.
Ele se desculpou por ter se atrasado, tinha perdido o ônibus. Foi só isso que conseguiu ouvir, estava mais concentrada em arquivar todos os detalhes dele. Estava mais perfumado do que o normal; vestia as roupas que ela achava que o deixava mais bonito - bermuda preta e camisa pólo preta; o cabelo loiro brilhava na luz incandescente do shopping e ela conseguiu ver cada cor que compunha seus olhos verdes claros.
Ele percebeu que ela não mais o escutava, pegou sua mão e disse "No que você está pensando?", sem pensar ela respondeu "No que não vai acontecer...", ele virou o rosto e quando virou estava com um olhar decidido. Ela perguntou o que tinha acontecido. E ele disse. "Não vejo razão pra que não aconteça...", automaticamente ficou vermelho, e ela também.
Ele colocou a  mão em seu rosto gentilmente e disse "se eu disser que sempre quis fazer isso, vc me acharia maluco?", "Então também sou maluca". Essa foi a frase que quebrou a barreira entre eles. Ele a beijou. Ela precisaria de uma semana pra compreender o que estava ocorrendo naquele momento.


Pauta para OUAT
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1° lugar *--*

sábado, 21 de novembro de 2009

Basta fechar os olhos.




E nesses dias eu sinto uma necessidade de classicismo, de retrô, preciso ter em mente que o mundo não muda num intervalo de dezesseis anos, ou minutos. Preciso que tudo continue a ser como sempre foi.
Mas não é assim que funciona, tudo muda, e eu perco o controle sobre isso, as pessoas vão e vem na minha vida, as amizades surgem e desaparecem na mesma velocidade. Isso é errado, amizades verdadeiras deveriam demorar um pouco mais pra se solidificar, e um pouco mais para perecerem. Mas o mundo muda, ele gira, não importa o quanto eu implore pelo contrário. Ele gira, e muito rápido.
Enquanto eu quero sentar e admirar a paisagem, pessoas nem sabem o que é paisagem. Enquanto eu quero paz, elas querem agito. Mas o que acontecerá quando elas pararem? Quando perceberem que tudo mudou e elas não conseguiram acompanhar?
Talvez elas não parem, apenas continuem vivendo de olhos fechados, nos seus mundos individualista e egoísta.
Eu tento ser altruísta, mas esse mundo, essas pessoas, estão me envenenando.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Long way to happy


Hoje é lua cheia, ou nova, não sei, só sei que ambas tem um significado bom, mas eu como sempre sou do contra não sinto essa energia positiva da lua, HAHA, pobre de mim, eu não me sinto feliz, ou "nova".
Pelo contrário, eu me sinto velha, com pensamentos velhos, com lembranças antigas e por causa disso não estou feliz.
Eu não quero lembrar do que pensamos, do que falamos do que fizemos, nesses dias eu não consigo olhar pelos lugares que passamos e não lembrar desses nossos momentos. E apesar de tudo o que eu disse esses dias, não é isso que eu sinto, mas não consigo por pra fora a verdadeira sensação, o verdadeiro sentimento. Mas tudo isso não faz sentido, porque eu supostamente já esqueci você, supostamente.
Só quero que você, e todos os outros, saibam: Eu não errei, apenas descobri um jeito de não fazer amizades.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

I want you to want me


Ou no péssimo e velho português, Eu quero que você me queira. Simples, rápido, prático e indolor.



"Eu quero que você me queira
Eu preciso que você precise de mim
Eu adoraria que você me amasse
Eu estou implorando que você me implore
Eu lustrarei meus velhos sapatos marrons, colocarei uma blusa nova
Eu chegarei cedo em casa, se você disser que me ama"



quinta-feira, 28 de maio de 2009

Porque querer está tão longe de poder

Seja amável, faça o bem, seja sincera na medida do possível, não faça nada errado e blábláblá...Quer saber, não seja amável, ou seja, tanto faz isso daqui não é um blog de auto-ajuda, não pra vocês, pra mim já é outra história. Sim, escrever no blog, ou no caderno ou na conta do telefone, é um tratamento pra loucura, se é que vale a pena ressaltar; com esses meus textos sem sentido nenhum pra vocês eu consigo me entender, na maior parte das vezes, e hoje busco novamente esse 'divino' blog.
Nada, definitivamente nada, dá certo pra mim,mas hoje pela primeira vez na semana aconteceu uma coisa que eu realmente planejei, saiu exatamente do jeito que eu queria, a sensação de ter dado certo foi magnífica, impossível descrever, mas por outro lado não a atingi totalmente, faltou o 'bônus', tudo bem que eu não esperava por ele mesmo, e é nisso que surge aquele maldito sentimento de incapacidade, porque não pode simplesmente acontecer? E eu mesma respondo, porque quando é pra imaginar, planejar, nós somos capazes de tudo, mas chega na hora de por em pratica e trememos, achamos que tudo o que pensamos era loucura, mas adivinhe? É loucura, nenhuma pessoa sã pensaria isso, quiça faria, mas um dia, e espero que seja logo eu vença essa bareira, talvez tudo que esteja me segurando seja o medo que esse 'bônus' possa vir a destruir o meu plano perfeito.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Empty house

Em uma música da Pink ela diz 'I dance around this empty house', e reclama por não ser mais uma 'funhouse'. Eu já sou o contrário, hoje, após uma conversa banalmente banal, em inglês com um quase desconhecido, sobre lápis e idiomas na hora em que devia estar fazendo atividade da aula, percebi que 'minha casa está vazia' e que estou dançando feliz da vida nela, estranho? Nem um pouco, não é que eu esteja vazia, só estou pronta pra recomeçar, talvez não ser uma nova Fernanda, mas voltar ao início da Fernanda que acabou de se esvaziar essa tarde.
Esta na hora de encher a casa com diversão!