Pages

Mostrando postagens com marcador esperanças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador esperanças. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Helena


Corria a casa com um sorriso no rosto, com seus passinhos inseguros e rápidos. Ah! Como se divertia em andar por entre as pessoas e vê-las tão grandes à observá-la.

Felicidade é algo tão simples né? Nós que a superestimamos, mas podemos encontrá-la em qualquer lugar. Helena, por exemplo estava feliz por estar acordada até as 10 da noite. Não que ela soubesse que horas eram.
Buscamos a felicidade na satisfação pessoal, profissional e em qualquer outro quesito que considerarmos básico. Precisamos disso tudo mesmo?

Você pode não acreditar, mas tomar um grande sorvete de chocolate e sujar todo seu rosto é a felicidade mais pura que existe, mesmo que sua mãe brigue porque sujou toda a roupa de marinheira que estava usando...Helena bem sabe disso. E sabe o que ela fez? Riu. Simplesmente.

E todos ao seu redor riram também. Ela olhou pra todos com um brilho inocente no olhar e bateu palmas. Parabéns pra você.

Helena continuou a tomar o sorvete. Os outros ficaram ocupados em julgar o momento.

Os otimistas viram que ela teria uma vida inteira pela frente, pra fazer tudo que a fizesse feliz. Os pessimistas viram que ela cresceria num mundo muito pior do que o de hoje. Os realistas apenas viram a beleza de uma criança inocente, que ainda não havia sido corrompida pela maldade do mundo, tomando sorvete e rindo pra todo mundo, às 10 da noite de um domingo.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Um pouco de sorte

 

Ela resolveu abandonar todos seus planos e metas, estes não a haviam ajudado muito até agora, e não ajudariam. Ela precisava se sentir bem, então resolveu ser diferente, não A diferente, mas apenas outra dela mesma.
E assim, sem avisar ninguém, do dia pra noite, ela mudou...começou a falar o que pensava, e agir do jeito que antes repeendia, e as pessoas começaram a falar que ela não estava bem, que deveria dormir, e outros mil tantos conselhos. Mas ela estava bem, estava feliz; mas quase ninguém via. Quase ninguém.
Ela abriu seu coração e agora espera que a sorte responda, porque o vento sempre muda de direção e ela pretende ficar onde está, esperando que ele faça a curva e volte. E ele voltará, ela sabe, pois é assim que a sorte age.

"Sometimes we have to stay free, maybe, in that way, love can happens"

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Um pouco mais de romance.


O telefone tocou, ela acordou assustada pensando como alguém poderia ligar tão cedo, mas quando abriu os olhos viu que era quase onze horas da manhã, atendeu o telefone. Era Thiago. Queria que o encontrasse dali meia hora no parque da cidade, tinha uma surpresa de dia dos namorados pra ela.
Marina se arrumou, comeu uma barra de cereal e desceu para o parque. Enquanto caminhava lembrava da primeira vez que vira Thiago, três anos atrás; ela entrou na locadora pra devolver uns DVD's e enquanto tentava chegar ao balcão e tirar a carteira da imensa bolsa Louis Vuitton, ao mesmo tempo, esbarrou nele - um cara alto, com o cabelo ajeitado de um jeito bagunçado, jeans escuro, camisa branca e terno preto - que a ajudou a pegar todos os papéis e maquiagens que haviam caido da bolsa. Quando ela foi agredecer ele falou que não tinha problema nenhum, que ela poderia em vez de se desculpar aceitar que ele pagasse um café. Ela o achou um tremendo atrevido, recusou, devolveu os filmes e foi embora. Uns quatro dias depois ele telefonou pra casa dela, disse que era irmão do dono da locadora, então tinha sido fácil conseguir o númeor da casa dela, repetiu o convite do café e desta vez ela aceitou.
Um começo digno de comédias românticas. E lá estava ela, três anos depois, indo para o parque pra descobrir qual era a grande surpresa que ele havia preparado.
O parque estava silencioso e calmo, como sempre. Ela sabia onde encontrá-lo, na fonte central, onde eles iam quase todos os domingos. Quando estava se aproximando percebeu que havia uma quantidade absurda de flores no chão, formando um tapete, começou a pensar que talvez a surpresa fosse um pouco mais grandiosa do que havia imaginado...o que haveria no final daquele tapete primaveril?
Foi quando ela encontrou um buquê com pequenas flores, em tons de vermelho e rosa, quando ela abaixou pra pegá-lo Thiago apareceu, ajudou-a a pegar o pequeno buquê, e tocando sua mão ele lhe disse.
- Marina, eu te amo e quero passar o resto dos meus dias ao seu lado. Quer se casar comigo?
E ela disse sim.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A good year

Dois mil e nove está chegando ao fim, e merece retrospectiva.


Primeiro dia do ano e lá estava eu na Sandra jogando Estalo com a minha nova promessa de virada de ano à ser cumprida: Fazer desse ano um dos melhores da minha vida. E consegui ^.^
A recepção dos bixos, o novo 2°A, a Cris, a volta pra casa com o Fer nos elefantes coloridos, o CNA, as tardes na cidade ou na pracinha com a Vivi, os finais de semana com as meninas, as conversas com a Larie e a Josie, o trabalho social, meu aniversário, o da Josie, da Lari, da Vivi, do Dan e da Fer (o presente especial dela), o vestibulinho, as férias, Curitiba, a gripe suína que fez acontecer as férias 2.0, a Maria, o técnico.







Tá, vamos respirar um pouco, o técnico...quando todo mundo me avisava que seria cansativo, puxado e blábláblá eu levava numa boa, pra mim todos os dias pareciam o primeiro dia de aula, as pessoas que conheci já são tão especiais pra mim e de um jeito único; foi nessa parte do ano que eu aprendi A frase do ano, que até hoje não sei como consigui viver sem: "Ow, cê bóia?".
A volta pra casa com o Dan, Jé Way e Carlinha. 
O P.A., todo o trabalho, briga, correria e nervoso que foi pra deixar pronto; toda a expectativa, animação e emoção da primeira apresentação; toda a felicidade de vê-lo finalizado e perfeito - nada menos do que o esperado para o 2°A.
"2°A nóis é foda pra caraio"



O churrasco 2°A, a estadia na casa da Vivi...e férias novamente.

Esse ano foi foda, realmente. Aprendi a conhecer as pessoas pra confiar e como recompensa conheci muitas pessoas dignas de confiança.
E resumindo bem esse ano sem uma ordem cronológica perfeita nesse texto, venho agradecer a todos e tudo que fizeram desse meu ano um dos melhores da minha vida.


Agradecimentos: Fer, Vivi, Cris, Maria, Jessicão, Jé Way, Carlinha, Larie, Josie, Lari, Bruna, Flávia, Louise, Lê, Dan, Thomas, Fernando e Fê.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Realidade alternativa



O tédio faz isso com as pessoas, o tédio faz isso comigo, eu começo a pensar quando não tenho nada pra fazer. Não que eu eu não pense normalmente, de vez em quando vem uma inspiração e eu reflito sobre a mesma; mas é que quando não tem nada pra fazer eu invento uma vida, minha vida, a dos outros, outro mundo.
E hoje eu confesso que viajei...criei pessoas, situações, ações...e eu e você estávamos no meio. Sempre. O importante é que dessa vez não foram planos grandes, não foram ilusões grandes. Foram fatos da realidade, da realidade que eu criei, daquela que quero viver.
Fatos da realidade que viverei.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

La vie en rose




E esta é a fase estável da minha vida, em que o mais distante da felicidade que me chega é o tédio; que o único pesadelo que por ventura eu possa ter é durante o sono; o mais próximo que chego de um vilão é assistindo desenho animado.
Eu estou passando, sem dar a miníma atenção, pelas coisas e, principalmente, pessoas ruins. Me detenho nas coisas boas, nas pessoas resplandecentes, nos momentos puros.
Vejo a vida através de lentes cor de rosa.
E por esse ângulo é tudo bem melhor.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Espontâneo




Ela nunca se sentiu tão feliz quanto agora, ontem ela andava pelas ruas seriamente, já hoje ela anda sorrindo. As pessoas que a conhecem a um tempo perguntam qual é o motivo para essa mudança, a razão para toda essa felicidade. Ela não sabe, nada em sua vida mudou.
Bom, talvez essa não seja uma verdade, algumas coisas mudaram, mas foram detalhes, a vida em si continua a mesma.
Talvez sejam as sensações que tornem seu mundo melhor.
O arrepio que dá em sua nuca quando ela pensa nele; o modo como sua imagem aparece todas as vezes em que fecha os olhos; o frio em sua barriga quando o vê aproximar-se; o tremor que surge em suas mãos quando ele a abraça. Mas, com absoluta certeza, o que mais a abala é o modo como procura seu olhar cintiliantes, e quando o acha, vê que este já a havia encontrado e então ele abre um sorriso fascinante, daqueles realmente capazes de arrasar corações. Coração. O dela.
Todos esses sentimentos colorem seus dias e assim ela vai vivendo feliz, com todos a questionando o porquê.
Enquanto isso, sem perceber, ela vai se apaixonando.

sábado, 21 de novembro de 2009

Basta fechar os olhos.




E nesses dias eu sinto uma necessidade de classicismo, de retrô, preciso ter em mente que o mundo não muda num intervalo de dezesseis anos, ou minutos. Preciso que tudo continue a ser como sempre foi.
Mas não é assim que funciona, tudo muda, e eu perco o controle sobre isso, as pessoas vão e vem na minha vida, as amizades surgem e desaparecem na mesma velocidade. Isso é errado, amizades verdadeiras deveriam demorar um pouco mais pra se solidificar, e um pouco mais para perecerem. Mas o mundo muda, ele gira, não importa o quanto eu implore pelo contrário. Ele gira, e muito rápido.
Enquanto eu quero sentar e admirar a paisagem, pessoas nem sabem o que é paisagem. Enquanto eu quero paz, elas querem agito. Mas o que acontecerá quando elas pararem? Quando perceberem que tudo mudou e elas não conseguiram acompanhar?
Talvez elas não parem, apenas continuem vivendo de olhos fechados, nos seus mundos individualista e egoísta.
Eu tento ser altruísta, mas esse mundo, essas pessoas, estão me envenenando.

domingo, 27 de setembro de 2009

Um final de semana pra chamar de meu



Simplesmente, eu não pensei em nada que não estivesse na minha órbita. Fui no museu, encontrei praticamente minha sala inteira, fui no cinema assistir "The ugly truth" (recomendo para todos!), encontrei pessoas do meu passado, e fui no shopping fazer nada.

Shot, esse final de semana foi meu!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Talvez, apenas talvez


'Talvez o tempo mude suas ideias e você comece a me ver com outros olhos', mas talvez isso seja muita responsabilidade pro tempo, essa porcaria de tempo.
Percebam que ele nunca está do nosso lado, quando você quer que aquela aula chata acabe logo, com certeza será a aula mais longa da sua vida, e quando você quer que ele pare pra que você possa abraçar aquela pessoa pra todo o sempre, ele corre. Talvez o tempo seja meio traumatizado, como ele não conseguiu aproveitar os bons momentos não quer que ninguem aproveite também, tá isso foi meio insano, mas pode ser, por que não?
Foi pensando nisso que fiz um pacto com ele, não procuro os momentos em que ele tem que parar e ele não passa a andar devagar, porque os momentos bons podem chegar a mim sozinhos, já ele não terá motivos pra ir devagar, talvez ele não tenha entendido esse plano, por isso aceitou o pacto, ou talvez tenha e eu esteja me enganando, mas tudo bem, desde que ele passe da mesma forma pra mim e pra você, pois assim poderemos nos encontrar no mesmo tempo, dai não precisarei esperar por toda a vida.

Pra você, que faz o meu tempo voar ♥

segunda-feira, 2 de março de 2009

Empty house

Em uma música da Pink ela diz 'I dance around this empty house', e reclama por não ser mais uma 'funhouse'. Eu já sou o contrário, hoje, após uma conversa banalmente banal, em inglês com um quase desconhecido, sobre lápis e idiomas na hora em que devia estar fazendo atividade da aula, percebi que 'minha casa está vazia' e que estou dançando feliz da vida nela, estranho? Nem um pouco, não é que eu esteja vazia, só estou pronta pra recomeçar, talvez não ser uma nova Fernanda, mas voltar ao início da Fernanda que acabou de se esvaziar essa tarde.
Esta na hora de encher a casa com diversão!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ano novo, vida nova?

Como gostaria de acreditar que à meia-noite e um a minha vida mudaria. Meus problemas de 2008 sumiriam e começaria o ano sem nenhum problema, que os "monstros" da minha vida sumissem, que algumas pessoas esquecessem da minha existência e outras se dessem conta dela.
Sabe o que eu gostaria de fazer no primerio dia do ano? Escrever tudo que deveria acontecer no meu ano, assim os meus sonhos impossíveis e insanos poderiam se realizar e meus pesadelos poderiam sumir.
Queria acreditar que a cor da minha blusa é o que aconteceria no meu ano. Branco traria a paz e o vermelho, amor, mas já cansei de acreditar nessa tradição, gostaria de virar o ano de preto, ficaria de luto pelo ano que acaba, claro que essa idéia não passaria de uma desculpa pra aceitarem minhas roupas pretas. Penso nessas coisas Dezembro inteiro.
Mas, adivinhe? Virei o ano de branco e azul, dessa vez não apostei no vermelho, e pensei por um instante que 2009 poderia ser diferente, mas foi uma ilusão, uma idéia rápida que já descartei, pois sei que esse ano será a mesma merda que o que acabou, com pequenas variações.