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sexta-feira, 25 de março de 2011

Sonho de valsa


De encontros e desencontros já basta eu mesma. Já basta minhas dúvidas, inseguranças e vontade de comer compulsivamente. Já basta a minha necessidade de um amor. Meus poucos momentos de sorte, minha ironia e mau humor constante. Conheço todos meus defeitos.

Quero alguém que entenda meu medo por cachorros, a perseguição das borboletas, os girassóis na parede, e que - principalmente - veja a dobra invisível do meu cabelo. Quero que para alguém meus defeitos bastem e que os dele bastem para mim.

Aquele príncipe que me compreenderá e verá qualidades em mim que ninguém mais vê, mas que veja todos meus defeitos. O príncipe (per)feito pra mim, do modo mais imperfeito possível, (imper)feito pra eu caber em seu abraço e que sua mão proteja a minha.

Quero que ele me conserte - e eu a ele - para sermos então, perfeitos. Não um para o outro, mas, juntos.

Para esse príncipe eu imploro: tire a coroa e perca toda a perfeição dos contos-de-fadas. Venha humano.

Tenho medo de sonhos bons.

domingo, 23 de maio de 2010

Eu acredito em nós.


A neblina cobre toda a minha visão, mas o carro continua avançando e eu vou entrando nessa neblina, assim posso ver uma linda paisagem se formar em minha janela - que está fechada por causa do vento frio que passa rapidamente, assim como o carro - a montanha ao longe se mistura com as nuvens, que estão em um tom lilás acinzentado muito peculiar e único; e o Sol, este está nascendo, acrescentando um tom rosa alaranjado ao céu e às nuvens.
No acostamento da estrada eu observo o capim esbranquiçado passar rapidamente por mim - como se a Terra estivesse se movimentando, e não eu -, geou à noite, mesmo minha mãe falando que isso é impossível no Sudeste. 

Eu acredito nas coisas impossíveis, realmente acredito.

O dia está frio, sinto-o, talvez mais do que os outros, pois minhas duas blusas e poncho não estão me aquecendo o suficiente; todos estão espantados com isso, dizem não estar tão frio assim. Mas eu sei o que sinto, sobre tudo, e também sei o porquê.

O porque disso tudo. Do conhecimento da cor exata do céu, do reconhecimento da temperatura, da razão da minha playlist de reggae meloso. É ele. Foi ele que causou essa mudança em mim, com seu cabelo castanho e macio, seu olhar castanho e profundo, seu toque macio e quente, ele me tirou algo, mas também me trouxe outro. E pode parecer impossível, mas eu ainda o sinto aqui, do meu lado, me olhando de longe, me abraçando, sussurando em meu ouvido, e de alguma forma, de algum jeito estranho, eu o amo, mas não como amor.

Aceite isso que digo, pois como já falei, pode parecer impossível, mas eu também disse que acredito no impossível.

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Crédito da super foto de Henrique Padovan Lira

terça-feira, 4 de maio de 2010

O mundo para, a vida continua.


As horas passam, não em seu ritmo normal...na verdade há dois ritmos nas horas hoje, elas correm como a música que faz as paredes pulsar, porém se arrastam entre os intervalos de luz e escuridão. Sim, essas horas são eternas.

São nessas horas eternas que ela o vê pela primeira vez, ele a vê pela terceira, tudo foge de sua mente, tudo vem à mente dele. Ela nem acredita que ele está sorrindo e se aproximando, ele nem acredita que ela está finalmente sozinha e que lhe sorri. As horas param...na verdade continuam em seu ritmo confuso, mas para aqueles dois não importa, nem o lugar e nem ninguém. Só importa eles; os olhos permanecem fechados, não querem ver a realidade ao redor, e não precisam se fitar para guardar na memória, ambos sabem que o mundo é sensações, então melhor sentir do que perder tempo observando.

Ao final da eternidade, ou do instante, eles se separam. Os amigos dela o chamarão de Principe Escondido, os amigos dele a chamarão de Mais Uma; eles não se rotularão, apenas guardarão as sensações, cheiros, toques e gostos.

domingo, 4 de abril de 2010

Acredite.


Ela tirou o sapato caro de salto, sem eles era bem mais fácil correr. Levantou a barra do vestido longo, isso também facilitava. Corria sem rumo, sem nada na mente, apenas com os sapatos numa mão, a barra do vestido na outra e lágrimas caindo junto com seu rímel pelo rosto, borrando o resto da maquiagem. O penteado se desfazia enquanto o vento úmido do começo da madrugada batia em seu rosto.

Quando olhou em volta estava na praia, seus pés estavam se afundando na areia e a água refletia a luz da lua. O silêncio e a solidão a dominaram de um modo que, pela primeira vez naquele dia, a fez sentir-se bem. Começou a caminhar com os pés ora afundando na areia molhada, ora sendo lavados pelas águas salgadas e oceânicas.
Foi quando percebeu que não estava sozinha, um homem jovem caminhava ao seu lado, com o terno pendurado em um só ombro e com o nó da gravata desfeito. Ela não se importou, ele também não, continuaram caminhando, lado a lado, sem dizer uma só palavra. Ele parou e sentou-se, ela repetiu o movimento...não sabia explicar, mas algo os unia.

As horas passaram, correram ou se arrastaram, e eles se conheceram, conversaram e viram o sol nascer. 
Faziam um belo casal, os dois com roupas de festa, sem sapatos, abraçados, admirando o nascer do sol.
Ele levantou-se,a  realidade o estava chamando.
- Nunca mais vamos nos ver... - ela disse.
- Claro que vamos.
- Não vamos não, hoje a tarde estou voltando pra capital.
- Mas isso não significa nada. Não acredita na vida? Ela nos uniu, mesmo que por algumas horas. Acredite e ela nos unirá novamente.

Ele se agachou, a beijou e foi embora.
Ela ficou com o que ele disse na mente. E seu relógio no pulso.Desligou-o. Quando eles se reencontrassem ela devolveria, e nele estaria marcada a hora em que se despediram pela primeira vez.

domingo, 7 de março de 2010

Filosofia.


Refletindo esses dias percebi uma verdade mais do que absoluta. Uma verdade sobre eu e o vento.
E eis aqui a minha teoria.
É preciso se libertar, tornar-se leve, pra que o vento possa passar por você e levar tudo o que não te pertence pra longe. Ele pode, e vai, passar com coisas que não te pertence, mas você pode, num ato de desespero agarrar aquilo para você, já aviso que você não será feliz, porque não será o seu momento; mas não perceberá isso, até desistir e jogar ao vento e perceber que foi melhor assim, então você saberá que aquilo não te pertencia.
E como saber qual é o seu vento? Não tem como.
Você precisa se arriscar, precisa sentir-se infeliz pra saber o que é felicidade. Mas quando você achar sua rajada, seu momento, seu lugar e sua pessoa...você saberá, pois não será preciso agarrá-lo com todas as suas forças, pois a sua rajada a levantará de seu lugar e mostrará que ela chegou, que valeu a pena esperar, que você não ficará mais sozinha, infeliz. Agora você tem seu futuro. E você não ficará infeliz nunca mais, pois o que for seu, ficará para sempre.

Texto originalmente de: http://sendosutil.blogspot.com - Meu blog parceriado com Dan Novachi e Fernanda Panutto.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Um pouco de sorte

 

Ela resolveu abandonar todos seus planos e metas, estes não a haviam ajudado muito até agora, e não ajudariam. Ela precisava se sentir bem, então resolveu ser diferente, não A diferente, mas apenas outra dela mesma.
E assim, sem avisar ninguém, do dia pra noite, ela mudou...começou a falar o que pensava, e agir do jeito que antes repeendia, e as pessoas começaram a falar que ela não estava bem, que deveria dormir, e outros mil tantos conselhos. Mas ela estava bem, estava feliz; mas quase ninguém via. Quase ninguém.
Ela abriu seu coração e agora espera que a sorte responda, porque o vento sempre muda de direção e ela pretende ficar onde está, esperando que ele faça a curva e volte. E ele voltará, ela sabe, pois é assim que a sorte age.

"Sometimes we have to stay free, maybe, in that way, love can happens"

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Um pouco mais de romance.


O telefone tocou, ela acordou assustada pensando como alguém poderia ligar tão cedo, mas quando abriu os olhos viu que era quase onze horas da manhã, atendeu o telefone. Era Thiago. Queria que o encontrasse dali meia hora no parque da cidade, tinha uma surpresa de dia dos namorados pra ela.
Marina se arrumou, comeu uma barra de cereal e desceu para o parque. Enquanto caminhava lembrava da primeira vez que vira Thiago, três anos atrás; ela entrou na locadora pra devolver uns DVD's e enquanto tentava chegar ao balcão e tirar a carteira da imensa bolsa Louis Vuitton, ao mesmo tempo, esbarrou nele - um cara alto, com o cabelo ajeitado de um jeito bagunçado, jeans escuro, camisa branca e terno preto - que a ajudou a pegar todos os papéis e maquiagens que haviam caido da bolsa. Quando ela foi agredecer ele falou que não tinha problema nenhum, que ela poderia em vez de se desculpar aceitar que ele pagasse um café. Ela o achou um tremendo atrevido, recusou, devolveu os filmes e foi embora. Uns quatro dias depois ele telefonou pra casa dela, disse que era irmão do dono da locadora, então tinha sido fácil conseguir o númeor da casa dela, repetiu o convite do café e desta vez ela aceitou.
Um começo digno de comédias românticas. E lá estava ela, três anos depois, indo para o parque pra descobrir qual era a grande surpresa que ele havia preparado.
O parque estava silencioso e calmo, como sempre. Ela sabia onde encontrá-lo, na fonte central, onde eles iam quase todos os domingos. Quando estava se aproximando percebeu que havia uma quantidade absurda de flores no chão, formando um tapete, começou a pensar que talvez a surpresa fosse um pouco mais grandiosa do que havia imaginado...o que haveria no final daquele tapete primaveril?
Foi quando ela encontrou um buquê com pequenas flores, em tons de vermelho e rosa, quando ela abaixou pra pegá-lo Thiago apareceu, ajudou-a a pegar o pequeno buquê, e tocando sua mão ele lhe disse.
- Marina, eu te amo e quero passar o resto dos meus dias ao seu lado. Quer se casar comigo?
E ela disse sim.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O que só eles não veem


Era um sabádo ensolarado demais e ela estava esperando por ele, e ele - como sempre - estava atrasado.
Enquantoos minutos passavam ela tentava entender porque estava lá, sim, claro, ele precisava de ajuda pra comprar o presente da namorada e ela iria ajudá-lo.
Ele chegou, cumprimentou-a  e nem sequer mencionou o atraso, sentou no banco e ficou olhando o movimento, como se tivesse saido de casa e pego dois ônibus somente para isso.
- Vamos, o presente não vem pra cá sozinho.
- Eu não sei o que comprar pra ela...o que você acha?
Não, de novo não, ele sempre perguntava isso, e ela teria que repetir que não sabia, que a namorada era dele e ele deveria decidir.
- Já sei - ele praticamente berrou - vamos andar pelas lojas como se estivessemos comprando coisas pra nós... você trouxe dinheiro pra você, não? Daí eu acho alguma coisa pra ela.
- Beleza.
E lá foram eles, entrando em todas as lojas de departamento que encontraram no centro da cidade, na segunda ele estava carregando a bolsa dela, na terceira dando palpites nas roupas que ela escolhia, na quarta ele já estava escolhendo as roupas pra ela e em todas eles riam das roupas ridículas que haviam para vender, depois foi a vez dele levar um banho de loja, ela escolheu milhões de camisetas e bermudas e ele contrariado foi experimentar, ela ria das caras que ele fazia cada vez que saia do provador e ele ficava criticando as roupas. Saiam de cada loja com mais e mais sacolas, até que decidiram que já tinham gasto muito dinheiro e foram almoçar. Estavam à uns dez minutos discutindo em qual restaurante iriam quando ele disse:
- Faz assim, você escolhe o lugar e eu pago.
- Tem certeza? Porque agora eu quero ir num lugar bem caro.
- Tá bom, eu decido, mas pago também e nem venha discutir.
Entraram num fast-food, escolha bem típica deles, ela não entendia porque ainda discutiam sobre isso... Enquanto esperavam os lanches ficaram conversando sobre todas as coisas mais inúteis que poderiam ser conversadas e riam igual dois idiotas, devoraram a comida e continuaram lá.
- É quase duas da tarde, falei pra minha mãe que chegava essa hora em casa, melhor eu ir. - ela disse.
- Ah, não dá pra ficar mais um pouco?
- Não, eu tenho que pegar um ônibus que demora horrores.
- Tá bom, então a gente se fala de noite?
- Aham.
Eles se despediram, ele ficou olhando-a atravessar a rua, esquecendo-se completamente da namorada.
Ela acenou quando chegou na outra calçada, esquecendo-se totalmente que eles não podiam ficar juntos.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A good year

Dois mil e nove está chegando ao fim, e merece retrospectiva.


Primeiro dia do ano e lá estava eu na Sandra jogando Estalo com a minha nova promessa de virada de ano à ser cumprida: Fazer desse ano um dos melhores da minha vida. E consegui ^.^
A recepção dos bixos, o novo 2°A, a Cris, a volta pra casa com o Fer nos elefantes coloridos, o CNA, as tardes na cidade ou na pracinha com a Vivi, os finais de semana com as meninas, as conversas com a Larie e a Josie, o trabalho social, meu aniversário, o da Josie, da Lari, da Vivi, do Dan e da Fer (o presente especial dela), o vestibulinho, as férias, Curitiba, a gripe suína que fez acontecer as férias 2.0, a Maria, o técnico.







Tá, vamos respirar um pouco, o técnico...quando todo mundo me avisava que seria cansativo, puxado e blábláblá eu levava numa boa, pra mim todos os dias pareciam o primeiro dia de aula, as pessoas que conheci já são tão especiais pra mim e de um jeito único; foi nessa parte do ano que eu aprendi A frase do ano, que até hoje não sei como consigui viver sem: "Ow, cê bóia?".
A volta pra casa com o Dan, Jé Way e Carlinha. 
O P.A., todo o trabalho, briga, correria e nervoso que foi pra deixar pronto; toda a expectativa, animação e emoção da primeira apresentação; toda a felicidade de vê-lo finalizado e perfeito - nada menos do que o esperado para o 2°A.
"2°A nóis é foda pra caraio"



O churrasco 2°A, a estadia na casa da Vivi...e férias novamente.

Esse ano foi foda, realmente. Aprendi a conhecer as pessoas pra confiar e como recompensa conheci muitas pessoas dignas de confiança.
E resumindo bem esse ano sem uma ordem cronológica perfeita nesse texto, venho agradecer a todos e tudo que fizeram desse meu ano um dos melhores da minha vida.


Agradecimentos: Fer, Vivi, Cris, Maria, Jessicão, Jé Way, Carlinha, Larie, Josie, Lari, Bruna, Flávia, Louise, Lê, Dan, Thomas, Fernando e Fê.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Realidade alternativa



O tédio faz isso com as pessoas, o tédio faz isso comigo, eu começo a pensar quando não tenho nada pra fazer. Não que eu eu não pense normalmente, de vez em quando vem uma inspiração e eu reflito sobre a mesma; mas é que quando não tem nada pra fazer eu invento uma vida, minha vida, a dos outros, outro mundo.
E hoje eu confesso que viajei...criei pessoas, situações, ações...e eu e você estávamos no meio. Sempre. O importante é que dessa vez não foram planos grandes, não foram ilusões grandes. Foram fatos da realidade, da realidade que eu criei, daquela que quero viver.
Fatos da realidade que viverei.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Quando o impossível acontece




"Sei voce está
Esperando por alguém
Que talvez não vai chegar
Mas a esperança ainda mantém
Seu coração já bate devagar
Está cansado de sofrer

Tanto tempo a esperar
Aquele alguém  aparecer" 


Ela se sentia uma retardada por estar ali, tinha a sensação de que todos a observavam, que sabiam o porque ela estava ali, e riam, interiormente.
Como ela pode imaginar que eles poderiam ter alguma coisa? Realmente foi um espanto quando ele aceitou ir no shopping com ela, mas foi uma estipudez achar que aconteceria algo, já se passava um mês e nada havia mudado, nem mudaria. Cansada de esperar, levantou-se e foi para a saída mais distante, queria refletir um pouco antes de ir pra casa.
E foi quando o viu, ele, lindo como sempre, brilhando e destacando-se na multidão, ele a viu e sorriu, como resistir à aquele sorriso maravilhoso? Ela esqueceu que estivera com raiva dele até poucos segundos atrás. O que importava? Ele estava lá...e se aproximava.
Ela sentiu seu perfume antes de seu abraço, seu calor antes de seus braços. Ele era perfeito, só isso conseguia descrevê-lo.
Ele se desculpou por ter se atrasado, tinha perdido o ônibus. Foi só isso que conseguiu ouvir, estava mais concentrada em arquivar todos os detalhes dele. Estava mais perfumado do que o normal; vestia as roupas que ela achava que o deixava mais bonito - bermuda preta e camisa pólo preta; o cabelo loiro brilhava na luz incandescente do shopping e ela conseguiu ver cada cor que compunha seus olhos verdes claros.
Ele percebeu que ela não mais o escutava, pegou sua mão e disse "No que você está pensando?", sem pensar ela respondeu "No que não vai acontecer...", ele virou o rosto e quando virou estava com um olhar decidido. Ela perguntou o que tinha acontecido. E ele disse. "Não vejo razão pra que não aconteça...", automaticamente ficou vermelho, e ela também.
Ele colocou a  mão em seu rosto gentilmente e disse "se eu disser que sempre quis fazer isso, vc me acharia maluco?", "Então também sou maluca". Essa foi a frase que quebrou a barreira entre eles. Ele a beijou. Ela precisaria de uma semana pra compreender o que estava ocorrendo naquele momento.


Pauta para OUAT
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1° lugar *--*

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Espontâneo




Ela nunca se sentiu tão feliz quanto agora, ontem ela andava pelas ruas seriamente, já hoje ela anda sorrindo. As pessoas que a conhecem a um tempo perguntam qual é o motivo para essa mudança, a razão para toda essa felicidade. Ela não sabe, nada em sua vida mudou.
Bom, talvez essa não seja uma verdade, algumas coisas mudaram, mas foram detalhes, a vida em si continua a mesma.
Talvez sejam as sensações que tornem seu mundo melhor.
O arrepio que dá em sua nuca quando ela pensa nele; o modo como sua imagem aparece todas as vezes em que fecha os olhos; o frio em sua barriga quando o vê aproximar-se; o tremor que surge em suas mãos quando ele a abraça. Mas, com absoluta certeza, o que mais a abala é o modo como procura seu olhar cintiliantes, e quando o acha, vê que este já a havia encontrado e então ele abre um sorriso fascinante, daqueles realmente capazes de arrasar corações. Coração. O dela.
Todos esses sentimentos colorem seus dias e assim ela vai vivendo feliz, com todos a questionando o porquê.
Enquanto isso, sem perceber, ela vai se apaixonando.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Significados.

Se você procurar no dicionário a palavra 'sonho' encontrará que este é fantasia, aspiração, desejo ardente que se apresenta ao espírito durante o sono, e se procurar o verbo 'sonhar' verá que seu significado é devanear, pensar insistentemente, supor ou prever.
Nunca tive interesse em saber quais as explicações para essas palavras, mas meus sonhos recentes fizeram com que eu tivesse essa curiosidade.
Os sonhos em que eu andava por um corredor sem fim acabaram, foram substituidos, e esses novos são confusos, paradoxos.
Se sonhar é pensar insistentemente em algo, como posso pensar em coisas tão distintas? E se sonho é um desejo, como posso desejar as duas coisas, que são ambas impossiveis?
São as duas coisas que eu mais quero esquecer, mas sempre me pego com o desejo de dormir apenas para sonhá-las novamente.