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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Helena


Corria a casa com um sorriso no rosto, com seus passinhos inseguros e rápidos. Ah! Como se divertia em andar por entre as pessoas e vê-las tão grandes à observá-la.

Felicidade é algo tão simples né? Nós que a superestimamos, mas podemos encontrá-la em qualquer lugar. Helena, por exemplo estava feliz por estar acordada até as 10 da noite. Não que ela soubesse que horas eram.
Buscamos a felicidade na satisfação pessoal, profissional e em qualquer outro quesito que considerarmos básico. Precisamos disso tudo mesmo?

Você pode não acreditar, mas tomar um grande sorvete de chocolate e sujar todo seu rosto é a felicidade mais pura que existe, mesmo que sua mãe brigue porque sujou toda a roupa de marinheira que estava usando...Helena bem sabe disso. E sabe o que ela fez? Riu. Simplesmente.

E todos ao seu redor riram também. Ela olhou pra todos com um brilho inocente no olhar e bateu palmas. Parabéns pra você.

Helena continuou a tomar o sorvete. Os outros ficaram ocupados em julgar o momento.

Os otimistas viram que ela teria uma vida inteira pela frente, pra fazer tudo que a fizesse feliz. Os pessimistas viram que ela cresceria num mundo muito pior do que o de hoje. Os realistas apenas viram a beleza de uma criança inocente, que ainda não havia sido corrompida pela maldade do mundo, tomando sorvete e rindo pra todo mundo, às 10 da noite de um domingo.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sonho de valsa


De encontros e desencontros já basta eu mesma. Já basta minhas dúvidas, inseguranças e vontade de comer compulsivamente. Já basta a minha necessidade de um amor. Meus poucos momentos de sorte, minha ironia e mau humor constante. Conheço todos meus defeitos.

Quero alguém que entenda meu medo por cachorros, a perseguição das borboletas, os girassóis na parede, e que - principalmente - veja a dobra invisível do meu cabelo. Quero que para alguém meus defeitos bastem e que os dele bastem para mim.

Aquele príncipe que me compreenderá e verá qualidades em mim que ninguém mais vê, mas que veja todos meus defeitos. O príncipe (per)feito pra mim, do modo mais imperfeito possível, (imper)feito pra eu caber em seu abraço e que sua mão proteja a minha.

Quero que ele me conserte - e eu a ele - para sermos então, perfeitos. Não um para o outro, mas, juntos.

Para esse príncipe eu imploro: tire a coroa e perca toda a perfeição dos contos-de-fadas. Venha humano.

Tenho medo de sonhos bons.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

É primavera.


O vento passa com uma pressa inintendível, jogando flores amarelas e rosas das árvores no asfalto cinza e frio. Faz calor e pássaros cantam junto com os motores dos carros. Caminho no meio disso tudo com nada em minha mente, nenhum problema, nenhum romance e nenhuma lembrança.
O inverno se foi, parecia nunca ter fim; apesar de longo, foi bom, mesmo com os problemas que me fizeram chorar no meio da noite várias vezes e de achar que estava apaixonada.

Músicas, pessoas e ideias novas invadiram meu cotidiano. Risos na frente do computador, nas madrugadas de sábado, ou até mesmo aquela discussão inútil com o meu romance de estação, que me fez pensar e xingar o mundo por uns três dias, tudo isso foi bom.
O inverno prometeu muito. Não cumpriu, mas deixou as coisas ajeitadas, tudo organizado e etiquetado. Agora chegou a primavera, não espero por nada dela, mas sinto que tudo irá mudar, pra melhor. Afinal, já está tudo encaixotado.

Afinal, é primavera.

domingo, 4 de abril de 2010

Acredite.


Ela tirou o sapato caro de salto, sem eles era bem mais fácil correr. Levantou a barra do vestido longo, isso também facilitava. Corria sem rumo, sem nada na mente, apenas com os sapatos numa mão, a barra do vestido na outra e lágrimas caindo junto com seu rímel pelo rosto, borrando o resto da maquiagem. O penteado se desfazia enquanto o vento úmido do começo da madrugada batia em seu rosto.

Quando olhou em volta estava na praia, seus pés estavam se afundando na areia e a água refletia a luz da lua. O silêncio e a solidão a dominaram de um modo que, pela primeira vez naquele dia, a fez sentir-se bem. Começou a caminhar com os pés ora afundando na areia molhada, ora sendo lavados pelas águas salgadas e oceânicas.
Foi quando percebeu que não estava sozinha, um homem jovem caminhava ao seu lado, com o terno pendurado em um só ombro e com o nó da gravata desfeito. Ela não se importou, ele também não, continuaram caminhando, lado a lado, sem dizer uma só palavra. Ele parou e sentou-se, ela repetiu o movimento...não sabia explicar, mas algo os unia.

As horas passaram, correram ou se arrastaram, e eles se conheceram, conversaram e viram o sol nascer. 
Faziam um belo casal, os dois com roupas de festa, sem sapatos, abraçados, admirando o nascer do sol.
Ele levantou-se,a  realidade o estava chamando.
- Nunca mais vamos nos ver... - ela disse.
- Claro que vamos.
- Não vamos não, hoje a tarde estou voltando pra capital.
- Mas isso não significa nada. Não acredita na vida? Ela nos uniu, mesmo que por algumas horas. Acredite e ela nos unirá novamente.

Ele se agachou, a beijou e foi embora.
Ela ficou com o que ele disse na mente. E seu relógio no pulso.Desligou-o. Quando eles se reencontrassem ela devolveria, e nele estaria marcada a hora em que se despediram pela primeira vez.

sábado, 3 de abril de 2010

Explosão.


O cheiro da bebida não a incomodava, a música alta e sem sentido lhe fazia bem. Ninguém a reconhecia, mas ela era a mesma. Na verdade, estava sendo ela mesma depois de muito tempo fingindo ser alguém diferente, uma pessoa mais séria, mais focada, mais madura. 

Enquanto dança e bebe, sente a liberdade, sente-se feliz. Quer aproveitar a vida.

O cheiro forte da bebida não a incomoda, lhe faz bem. O abraço amigo do desconhecido não lhe dá claustrofobia, lhe faz bem, ela se sente querida. Não enganada, não iludida. Querida.

A bebida, a música, o desconhecido. Tudo lhe faz bem. Ela despertou. Finalmente.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Um pouco de sorte

 

Ela resolveu abandonar todos seus planos e metas, estes não a haviam ajudado muito até agora, e não ajudariam. Ela precisava se sentir bem, então resolveu ser diferente, não A diferente, mas apenas outra dela mesma.
E assim, sem avisar ninguém, do dia pra noite, ela mudou...começou a falar o que pensava, e agir do jeito que antes repeendia, e as pessoas começaram a falar que ela não estava bem, que deveria dormir, e outros mil tantos conselhos. Mas ela estava bem, estava feliz; mas quase ninguém via. Quase ninguém.
Ela abriu seu coração e agora espera que a sorte responda, porque o vento sempre muda de direção e ela pretende ficar onde está, esperando que ele faça a curva e volte. E ele voltará, ela sabe, pois é assim que a sorte age.

"Sometimes we have to stay free, maybe, in that way, love can happens"

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Um pouco mais de romance.


O telefone tocou, ela acordou assustada pensando como alguém poderia ligar tão cedo, mas quando abriu os olhos viu que era quase onze horas da manhã, atendeu o telefone. Era Thiago. Queria que o encontrasse dali meia hora no parque da cidade, tinha uma surpresa de dia dos namorados pra ela.
Marina se arrumou, comeu uma barra de cereal e desceu para o parque. Enquanto caminhava lembrava da primeira vez que vira Thiago, três anos atrás; ela entrou na locadora pra devolver uns DVD's e enquanto tentava chegar ao balcão e tirar a carteira da imensa bolsa Louis Vuitton, ao mesmo tempo, esbarrou nele - um cara alto, com o cabelo ajeitado de um jeito bagunçado, jeans escuro, camisa branca e terno preto - que a ajudou a pegar todos os papéis e maquiagens que haviam caido da bolsa. Quando ela foi agredecer ele falou que não tinha problema nenhum, que ela poderia em vez de se desculpar aceitar que ele pagasse um café. Ela o achou um tremendo atrevido, recusou, devolveu os filmes e foi embora. Uns quatro dias depois ele telefonou pra casa dela, disse que era irmão do dono da locadora, então tinha sido fácil conseguir o númeor da casa dela, repetiu o convite do café e desta vez ela aceitou.
Um começo digno de comédias românticas. E lá estava ela, três anos depois, indo para o parque pra descobrir qual era a grande surpresa que ele havia preparado.
O parque estava silencioso e calmo, como sempre. Ela sabia onde encontrá-lo, na fonte central, onde eles iam quase todos os domingos. Quando estava se aproximando percebeu que havia uma quantidade absurda de flores no chão, formando um tapete, começou a pensar que talvez a surpresa fosse um pouco mais grandiosa do que havia imaginado...o que haveria no final daquele tapete primaveril?
Foi quando ela encontrou um buquê com pequenas flores, em tons de vermelho e rosa, quando ela abaixou pra pegá-lo Thiago apareceu, ajudou-a a pegar o pequeno buquê, e tocando sua mão ele lhe disse.
- Marina, eu te amo e quero passar o resto dos meus dias ao seu lado. Quer se casar comigo?
E ela disse sim.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A good year

Dois mil e nove está chegando ao fim, e merece retrospectiva.


Primeiro dia do ano e lá estava eu na Sandra jogando Estalo com a minha nova promessa de virada de ano à ser cumprida: Fazer desse ano um dos melhores da minha vida. E consegui ^.^
A recepção dos bixos, o novo 2°A, a Cris, a volta pra casa com o Fer nos elefantes coloridos, o CNA, as tardes na cidade ou na pracinha com a Vivi, os finais de semana com as meninas, as conversas com a Larie e a Josie, o trabalho social, meu aniversário, o da Josie, da Lari, da Vivi, do Dan e da Fer (o presente especial dela), o vestibulinho, as férias, Curitiba, a gripe suína que fez acontecer as férias 2.0, a Maria, o técnico.







Tá, vamos respirar um pouco, o técnico...quando todo mundo me avisava que seria cansativo, puxado e blábláblá eu levava numa boa, pra mim todos os dias pareciam o primeiro dia de aula, as pessoas que conheci já são tão especiais pra mim e de um jeito único; foi nessa parte do ano que eu aprendi A frase do ano, que até hoje não sei como consigui viver sem: "Ow, cê bóia?".
A volta pra casa com o Dan, Jé Way e Carlinha. 
O P.A., todo o trabalho, briga, correria e nervoso que foi pra deixar pronto; toda a expectativa, animação e emoção da primeira apresentação; toda a felicidade de vê-lo finalizado e perfeito - nada menos do que o esperado para o 2°A.
"2°A nóis é foda pra caraio"



O churrasco 2°A, a estadia na casa da Vivi...e férias novamente.

Esse ano foi foda, realmente. Aprendi a conhecer as pessoas pra confiar e como recompensa conheci muitas pessoas dignas de confiança.
E resumindo bem esse ano sem uma ordem cronológica perfeita nesse texto, venho agradecer a todos e tudo que fizeram desse meu ano um dos melhores da minha vida.


Agradecimentos: Fer, Vivi, Cris, Maria, Jessicão, Jé Way, Carlinha, Larie, Josie, Lari, Bruna, Flávia, Louise, Lê, Dan, Thomas, Fernando e Fê.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

La vie en rose




E esta é a fase estável da minha vida, em que o mais distante da felicidade que me chega é o tédio; que o único pesadelo que por ventura eu possa ter é durante o sono; o mais próximo que chego de um vilão é assistindo desenho animado.
Eu estou passando, sem dar a miníma atenção, pelas coisas e, principalmente, pessoas ruins. Me detenho nas coisas boas, nas pessoas resplandecentes, nos momentos puros.
Vejo a vida através de lentes cor de rosa.
E por esse ângulo é tudo bem melhor.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Espontâneo




Ela nunca se sentiu tão feliz quanto agora, ontem ela andava pelas ruas seriamente, já hoje ela anda sorrindo. As pessoas que a conhecem a um tempo perguntam qual é o motivo para essa mudança, a razão para toda essa felicidade. Ela não sabe, nada em sua vida mudou.
Bom, talvez essa não seja uma verdade, algumas coisas mudaram, mas foram detalhes, a vida em si continua a mesma.
Talvez sejam as sensações que tornem seu mundo melhor.
O arrepio que dá em sua nuca quando ela pensa nele; o modo como sua imagem aparece todas as vezes em que fecha os olhos; o frio em sua barriga quando o vê aproximar-se; o tremor que surge em suas mãos quando ele a abraça. Mas, com absoluta certeza, o que mais a abala é o modo como procura seu olhar cintiliantes, e quando o acha, vê que este já a havia encontrado e então ele abre um sorriso fascinante, daqueles realmente capazes de arrasar corações. Coração. O dela.
Todos esses sentimentos colorem seus dias e assim ela vai vivendo feliz, com todos a questionando o porquê.
Enquanto isso, sem perceber, ela vai se apaixonando.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Eu desejo, eu desejo de todo o coração...


Despertador toca, hora de sair do mundo dos sonhos, tomar um banho, entrar completamente na realidade, ir pra escola, absolver conhecimento, pelo menos essa é a ideia, voltar pra casa e entrar novamente no mundo dos sonhos.
Rotina, esse é o nome que procuro.
Passo a semana todo nesse vegetar, acordar, estudar, dormir, e ao final de cinco longos dias, chega o tão merecido descanso, será mesmo?
Fazer lição e trabalho, parece que na minha orbita há apenas estudos.
Nesse momento eu não quero nada a não ser voltar a infância, voltar pros dias sem hora pra acordar, sem nada pra fazer, em que a minha maior preocupação era perder meu desenho favorito porque tinha que ir pra casa dos meus avós.
É olhando pra esse passado tão distante, mas tão presente em mim, que quero voltar a ser criança, a brincar de roda e a ganhar presente no dia das crianças (:

Para o Once upon a time.

domingo, 27 de setembro de 2009

Um final de semana pra chamar de meu



Simplesmente, eu não pensei em nada que não estivesse na minha órbita. Fui no museu, encontrei praticamente minha sala inteira, fui no cinema assistir "The ugly truth" (recomendo para todos!), encontrei pessoas do meu passado, e fui no shopping fazer nada.

Shot, esse final de semana foi meu!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

No fim


Não importa se for um Jonh Scott, Derek Sheperd, Antônio Corelli, Fritzwilliam Darcy ou Denny Duquette.

Não importa se ele é um traidor, casado, inimigo de seu país, orgulhoso ou tem problemas no coração.

No fim, você será uma Olivia Dunham, Meredith Grey, Pelagia, Elizabeth Bennet ou Izzie Stevens pra algum deles, e então você encontrará seu amor e será feliz brevemente, ou pra sempre.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Plenitude


Sinto que nunca estou em harmonia comigo mesma, sempre me falta alguma coisa pra eu ser realmente feliz, e quando consigo percebo que preciso de outra coisa, e assim entro num circulo vicioso, e com certeza com você não deve ser diferente.

Mas e se talvez a plenitude da vida chegue no momento em que não esperamos, sem avisar e nem se mostrar, ela apenas acontecer enquanto você tem a consciência de que está muito longe dela.

O que afinal podemos definir como plenitude? Eu defino como quando nada mais me preocupa, quando posso quebrar as regras que havia me imposto, é dançar a música que mais odeio, conversar com pessoas que nunca pensei que conseguisse manter um diálogo decente, é me divertir com pessoas não tão presentes em minha vida, é olha pra cima e ver que alguém estava me esperando chegar, é tropeçar no degrau e subir todo o resto da escada sorrindo, é me sentir feliz, e nesse momento, quando as coisas que antes me tirariam do sério forem apenas motivos de diversão que encontrarei a plenitude.

Hoje eu provei dela, hoje que pensei me sentir a mais incapacitada dos seres humanos, hoje que nada de tirar o fôlego aconteceu, foi o dia em que a plenitude resolveu entrar na minha vida, e a partir de agora pretendo aproveitá-la ao máximo, antes que decida partir.

Plenitude é chegar no final do seu dia sem sal e descobrir que ele foi o melhor dia da sua vida.